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Lula cobra Senado por fim da escala 6 X 1: “Brasil precisa fazer”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Senado que avance a PEC que elimina a escala de trabalho 6 x 1, destacando a necessidade de mais tempo livre para os trabalhadores. A proposta já foi incluída na pauta do Senado para discussão nas próximas sessões, mas a votação ainda parece improvável devido à necessidade de cinco sessões de debate e à falta de quórum. A iniciativa faz parte da agenda do governo para ampliar direitos trabalhistas e tem sido alvo de negociações entre governo e oposição, com implicações para a reeleição do presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre.

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Lula cobra Senado por fim da escala 6 X 1: “Brasil precisa fazer”

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, nesta 6ª feira (2.out.2026), o avanço no Senado da PEC que acaba com a escala de trabalho 6 X 1. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a mudança é uma “prioridade” de seu governo e que o “Brasil precisa fazer” essa alteração.

Lula também celebrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu pautar para a próxima semana, no plenário da Casa, o início da discussão da proposta.

Segundo o presidente, os trabalhadores não podem “viver apenas para trabalhar” e precisam ter tempo para a família, estudar, descansar e viver. Defendeu que a mudança estabeleça 2 dias de descanso por semana, sem redução de salários.

“A Câmara já deu um passo importante. Estou convicto de que o Senado também saberá ouvir a sociedade e aprovar esse avanço histórico para milhões de trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Alcolumbre incluiu a PEC na pauta do Senado na próxima semana. A proposta será discutida em sessões marcadas para 3ª feira (6.out.), 4ª feira (7.out.) e 5ª feira (8.out.), às 14h.

A votação, porém, é considerada pouco provável na próxima semana. Pelo regimento, uma PEC precisa passar por 5 sessões de discussão no plenário antes de ser votada. No entanto, o prazo pode ser reduzido caso haja acordo entre os senadores.

Para ser aprovada, a proposta precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em 2 turnos de votação no plenário do Senado.

TRAMITAÇÃO

A expectativa do governo era que a proposta fosse discutida na semana do esforço concentrado, de 31 de agosto a 4 de setembro. Porém, a proposta foi aprovada só na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) por falta de quórum para votar no plenário.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a Oposição conseguiu estimular ausências no plenário do Senado e impedir a votação da PEC. Segundo ele, a articulação do candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), foi decisiva para evitar que a proposta fosse submetida ao plenário.

A PEC ficou cerca de 3 meses parada no Senado depois do distanciamento entre Lula e Alcolumbre. A relação dos 2 foi tensionada depois de a Casa Alta rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal.

Os 2 voltaram a se aproximar por intermédio dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Integrantes do PT avaliam que a negociação para votar a proposta está relacionada à necessidade de Alcolumbre de obter apoio para se reeleger como presidente da Casa Alta.

Em nota, Alcolumbre afirmou que o tema é de “ampla relevância para a sociedade brasileira” e que será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.

ELEIÇÕES

Lula tem apontado desde o início da campanha que a redução da jornada de trabalho seria aprovada ainda neste ano. Em entrevista aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Normose, na 4ª feira (30.set), o presidente afirmou que, “antes do próximo presidente”, o fim da 6 X 1 será aprovado.

O PT tem orientado os militantes a tratar da mudança na escala de trabalho junto a outros temas considerados prioritários: bets, religião e mulheres. A sigla divulgou uma cartilha que direciona os petistas a disputarem pelos eleitores indecisos. O documento orienta a tratar do fim da 6 X 1 com o público mais jovem.

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